Mostrar mensagens com a etiqueta arrufo de manos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arrufo de manos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Muitas vezes desespero porque penso que, na idade do meu irmão, já tinha uma bagagem cultural considerável e que o pirralho, de momento, é o elogio da mais básica educação tuga. Eu devorava livros, ele só não se casa com a Playstation porque não pode. Passa o dia agarrado àquilo e pouco ou nada aprende de útil. Por isso, quando coisas como o que vou passar a descrever acontecem, fico a sentir um misto de felicidade extrema e incredulidade. Claro que tal estado de espírito só dura até à próxima calinada que o P. der. De qualquer forma, isto foi o que aconteceu, estávamos nós a jogar Party & Company...

R. - Mwahahahahah! Dez casas à tua frente, ora pega!
P. - Ah, "bais ber"! *Lança o dado, calhando numa casa que dá direito a avançar seis. Vai com o peão dele até ficar bem à minha frente, olha-me todo convencido e declara:* Vês?! Isso chama-se KARMA! É o teu mau karma! Como me gozaste agora és prejudicada, o que fazes aos outros reflectir-se-á (notem a palavra cara) no que te acontece daí para a frente!

"KARMA"?!! Ele tem 10 anos! *estremece só de pensar como será viver com ele daqui a três*

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A ervilha

Às vezes faz-me bem tratar o meu irmão como se tivesse a idade dele (9) só para que a adorável criaturinha veja o bom que é sermos xingados pelos manos.
O P. *não gosta* de vegetais a boiar na sopa. O P. não gosta de vegetais sequer. O P. faz birrinha e invoca a protecção da Alta-Autoridade (leia-se, a senhora nossa Mãe) cada vez que o incito a comer vegetais. Após anos de diferentes abordagens, desde a chantagem à argumentação pró-nutrição, parti para uma atitude diferente.
Hoje atirei uma ervilha para a sopa do P., estava a Alta-Autoridade de costas e sem possibilidade de testemunhar ocularmente a ocorrência. Resultado?

P. - MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃE!!!! *riso histérico perante a dança vitoriosa de R.* ELA atirou-me uma ervilha p'rá sopaaaaa!
M. - Come e cala-te.
R. - *abafa o riso, sentindo-se a maior fuinha deste mundo*
P. - *afasta a ervilha para a beira do prato, olhando R. de lado* Uam quero...
M. - Vê lá se tenho de ir aí.
R. - *aponta para P., um sorriso maroto de orelha a orelha, faz menção de bater palmas*
P. - *revolta da criancinha, que, ainda rindo, se encontra revestido de magna fúria*


O P. pegou na ervilha com dois dedinhos, cheirou-a, simulou enjoo e, posto um berro da parte da Alta-Autoridade, enfiou-a na boca e mastigou penosamente. Eu ria-me na cara dele com a maior lata deste mundo.
Ainda lhe quis atirar milho doce também, mas haja limites à ambição humana. Certo foi que, por uma vez, o P. bebeu do seu próprio veneno... =P