quarta-feira, 27 de maio de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nova mascote

Pois é, acabou-se o raispartópato. Engordou tanto com as torradas e amendoins que lhe enfiaram goela abaixo que foi direitinho para o forno, fez Domingo quarta-feira*.
Agora temos o xico, que faz menos barulho e é mais brincalhão. Lá adoptei o bicho, até que é fofo. Segue o cursor para brincar, ronrona e tudo. Que mais justificações querem? É um felino!

*Copyright Sardinha

Portugal nunca cessará de me surpreender

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"E a seguir ao 112..."

Os colegas do 2º Ano de Direito concordarão que a ida às aulas de Direito Fiscal mais não é que, na esmagadora maioria dos casos, puro descargo de consciência. Somos, pois, brindados, com afirmações doutrinais tão eruditas quanto "Bom...aqui na página 240*blá blá blá*. Viremos agora para a página 241." Chegou esta comédia ao ponto de um excelso companheiro nosso declarar num belo dia, após uma procissão de pragas que me absterei de transcrever, "Eu sei contar.".
Eis que o mesmo se passa quanto aos artigos dos vários Códigos Tributários. Entenderá o leitor que os estudantes, expostos nesta altura do campeonato académico a longas horas de estudo e poucas de sono, se reservam o direito de cochichar e brincar mal apanham a genial docente de costas. E isto foi o que aconteceu na passada quarta-feira...

S. - 'Tou farta destaj'aulas*!
R. - *silêncio, folheia furiosamente os Códigos*
G. - E do artigo 2º passamos para o artigo 3º.
C. - *pragueja* Só sabe dizer que depois do tal vem o seguinte!
R. - Ei, ó S., sabes o que vem a seguir ao 112?
S. - O 113?
R. - Não, o INEM!

Compreenda-se o desespero dos intervenientes ante a magistralidade da exposição da docente, na avaliação da piada seca.

*S. é habitante de Oliveira de Azeméis.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Auto-estima

Sempre admirei o Garfield, porque é gordo,preguiçoso, sarcástico, subtilmente filosófico e está-se absolutamente nas tintas para o que os outros pensam. Em última análise, é a minha versão felina.
Só lhe queria mais a auto-estima...



domingo, 19 de abril de 2009

E então?

É por estas e por outras que *odeio* o Governo vigente.


A Lei 40/2007 de 24 de Agosto veio criar o regime de constituição imediata de associações. A matéria recai em domínio concorrencial de criação legislativa – significa que tanto a Assembleia da República (= Parlamento, para quem não o saiba) como o Governo podem legislar sobre ela. Ou seja, se a AR faz uma lei, o Gov pode fazer um decreto-lei que a altera.

Foi o que aconteceu: o Decreto-Lei 247-B/2008, de 30 de Dezembro veio simplificar a simplificação operada pela Lei 40/2007. Reparemos que pouco mais de um ano se passou entre os dois diplomas legais...


Não levem a mal o tom resmungado, eu até seria socialista se o actual PS o fosse... É só que me chateia um pouco que o órgão governamental desautorize o ógão parlamentar desta forma.


Agora descasquei-me a rir-me. Acabo de me lembrar que temos uma maioria absoluta – a vontade do Governo casa-se com a vontade da AR, já que temos “socialismo” (reforcem-se as aspas) nos dois órgãos constitucionais. O equilíbrio procurado no sistema de governo teorizado torna-se impraticável nestas condições (salvo nas situações em que o audaz Manuel Alegre consegue puxar mais uns quantos companheiros de partido a votar contra as iluminadas propostas da bancada socialista).


Então, se as ideias são as mesmas, o que a AR obesamente socialista quer é o que o Governo quer.


Então, teremos o próprio partido a desautorizar-se e contradizer-se...


Então porque não houve regime simplificado desde o início, se é tão espertinho o nosso conselho ministerial?


E então, num ano acha-se que sim e no outro acha-se que sim não chega?


Mas então, por que diabos fazem os juristas e os aspirantes a juristas andar a saltitar de lei em decreto-lei?


Mas então o simplex é a encarnação de tudo o que é bom?


Mas então, por que diabos se altera a mesma coisa no espaço de um ano? Não há coisas mais urgentes a tratar?




E então?

Então?!

Ainda bem que este ano há eleições...!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A ervilha

Às vezes faz-me bem tratar o meu irmão como se tivesse a idade dele (9) só para que a adorável criaturinha veja o bom que é sermos xingados pelos manos.
O P. *não gosta* de vegetais a boiar na sopa. O P. não gosta de vegetais sequer. O P. faz birrinha e invoca a protecção da Alta-Autoridade (leia-se, a senhora nossa Mãe) cada vez que o incito a comer vegetais. Após anos de diferentes abordagens, desde a chantagem à argumentação pró-nutrição, parti para uma atitude diferente.
Hoje atirei uma ervilha para a sopa do P., estava a Alta-Autoridade de costas e sem possibilidade de testemunhar ocularmente a ocorrência. Resultado?

P. - MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃE!!!! *riso histérico perante a dança vitoriosa de R.* ELA atirou-me uma ervilha p'rá sopaaaaa!
M. - Come e cala-te.
R. - *abafa o riso, sentindo-se a maior fuinha deste mundo*
P. - *afasta a ervilha para a beira do prato, olhando R. de lado* Uam quero...
M. - Vê lá se tenho de ir aí.
R. - *aponta para P., um sorriso maroto de orelha a orelha, faz menção de bater palmas*
P. - *revolta da criancinha, que, ainda rindo, se encontra revestido de magna fúria*


O P. pegou na ervilha com dois dedinhos, cheirou-a, simulou enjoo e, posto um berro da parte da Alta-Autoridade, enfiou-a na boca e mastigou penosamente. Eu ria-me na cara dele com a maior lata deste mundo.
Ainda lhe quis atirar milho doce também, mas haja limites à ambição humana. Certo foi que, por uma vez, o P. bebeu do seu próprio veneno... =P