segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

*risos histéricos*

Silvio Berlusconi declarou à Rai Uno que quer acabar com a Máfia até 2013.
Compreende-se: quer deter o monopólio desse negócio.


sábado, 19 de dezembro de 2009

A cruzada de Cavaco Silva

Estão a ver aquelas coisas que nos chateiam de morte? O preconceito tem essa acção sobre mim. Principalmente quando vem de uma certa pessoa que ocupa um cargo de soberania.
O Sr. Presidente, Professor Cavaco Silva, não tem muito a ensinar aos tugas, tirando o facto de fazer jus à bela máxima "laissez faire, laissez passer", ou não fosse ele um economistinha chatinho. A parte gira é que quando as coisas começam a aquecer e se fala ao amigo Cavaco sobre casamento entre homossexuais, saem-lhe prosaicas declarações, como esta que se segue:
"(...) o papel do Presidente da República deve centrar-se na união dos portugueses. Eu sei muito bem, até como economista, que apenas através da união dos portugueses nós conseguiremos uma mais rápida recuperação económica e criação de emprego".
Um must... Só de mãozinhas entrelaçadas conseguiremos vencer o défice galopante! Visão irónica, Sr. Presidente, já que nem o Parlamento e o Governo se unem.
Mas não interessam os cidadãos que estão a ter um direito fundamental recusado, pois não, Sr. Presidente? E dizia-se o senhor o "Presidente de todos os portugueses"...
Chegando-lhe o diploma às mãos, vai via Tribunal Constitucional, mexem-se uns cordelinhos e está o caldo entornado, diz-se já que é inconstitucional este grande passo que, afinal, vinha era acabar com uma inconstitucionalidade que se arrasta há demasiado tempo.

Porque o Sr. Presidente da República Portuguesa merece estar casado, porque o é com uma mulher! Porque essa senhora procriou com ele! Porque o casamento é para a procriação...! É engraçado notar que não me lembro de em parte alguma do Código Civil ou da Constituição mencionar que os filhos são parte neste contrato. Sim, Sr. Presidente, porque o casamento é um contrato. Por essa lógica, impor-se-ia o divórcio a qualquer casal que não quisesse/não pudesse ter filhos.
Ah, não? Então ponha-se de parte questão tão patética. Assume, todavia, que um casal homossexual é incapaz de cumprir com os deveres decorrentes do casamento (a título de curiosidade, veja-se o art. 1672º CC). O homossexual é incapaz de respeito, porque gesticula muito quando fala, o homossexual é incapaz de fidelidade porque é um pervertido que quer violar meio mundo, o homossexual é incapaz de coabitação, porque tem demasiados sapatos para que o seu cônjuge também caiba na sua casa, o homossexual é incapaz de cooperação e assistência para com o seu cônjuge porque vai estar demasiado ocupado a pensar para que discoteca gay vai nessa noite, portanto não vai poder auxiliar o seu respectivo, nem trabalhar para contribuir para o ganha-pão do lar, porque o homossexual é preguiçoso.
Mas isto parece-nos igualmente ridículo, não é, Sr. Presidente? Até porque se costuma observar tudo isto em milhares de casamentos heterossexuais em Portugal... Então e o Estado obriga essas pessoas a divorciar-se? Não, ainda que não cumpram com os deveres que lhes cabiam. Isto em honra da liberdade dos cônjuges, se querem estar encornados e maltratados, que estejam, como são heterossexuais e até já procriaram uma ou duas vezitas, não há problema.

E está o Estado a armar-se em papá, cheira-nos mas é ao paternalismo do Estado Novo, e a decidir a priori pelos cidadãos gay, ao não lhes permitir o exercício de um direito fundamental em razão da orientação sexual?

Francamente. Dizer que a discussão de um direito fundamental não lhe interessa, Sr Presidente, fica-lhe bem pior que as gravatas horrorosas às riscas de que tanto gosta.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Damn true

Receita para uma vida plena de realização pessoal? Encontrar a via di mezzo entre estas duas citações:

Do not take life too seriously. You will never get out of it alive.
Elbert Hubbard

A useless life is an early death.
Goethe


Mai' nada. ^^

sábado, 7 de novembro de 2009

*Too good to be true...?*

(Oh, Chris, vais gostar particularmente deste post!)

E eis que SEIS ANOS depois do seu último filme em animação tradicional*, a Disney acordará para a vida! A 4 de Fevereiro de 2010 estreará em Portugal The Princess and the Frog, a mais recente longa-metragem anunciada pela companhia que tanto nos encantava no tempo do arroz de quinze. Parece ter sido uma ressurreição mesmo, a julgar pela equipa que já julgávamos perdida...

Chorem de alegria, amantes dos clássicos dos anos 90! Os realizadores são nada mais nada menos do que Ron Clements e John Musker, os grandes senhores que nos trouxeram, entre outros, The Little Mermaid, Aladdin e Hercules. E há mais... animadores como Andreas Deja (animou o Scar, por exemplo) e Eric Goldberg (o culpado pelo Génio) também estão metidos nisto até ao pescoço.

E que melhor cenário senão New Orleans em plenos anos 20? Claro está que a banda-sonora vai ser apimentada com muito jazz... =p

Uma vez mais, deu-se uma volta de 360º à história original, mas se procurarem mais infomações verão que vale mesmo muito a pena!

Any comments besides "In your face, Hannah Montana!!!" ? Chutem p'raí!


* Home on the Range, 2004

=O ESTÁ VIVA!

E vaso ruim não quebra!


Andei caladinha durante uns tempos - efeito zen das férias de Verão, ou melhor dizendo, pseudo-férias... Digamos que nem longe da Faculdade se conseguiu deixar de correr... - mas eis que estou de volta!
O blog esteve a marinar durante uns mesinhos... agora impõe-se o regresso dos resmungos...


Depois não digam que não vos avisaram.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Muitas vezes desespero porque penso que, na idade do meu irmão, já tinha uma bagagem cultural considerável e que o pirralho, de momento, é o elogio da mais básica educação tuga. Eu devorava livros, ele só não se casa com a Playstation porque não pode. Passa o dia agarrado àquilo e pouco ou nada aprende de útil. Por isso, quando coisas como o que vou passar a descrever acontecem, fico a sentir um misto de felicidade extrema e incredulidade. Claro que tal estado de espírito só dura até à próxima calinada que o P. der. De qualquer forma, isto foi o que aconteceu, estávamos nós a jogar Party & Company...

R. - Mwahahahahah! Dez casas à tua frente, ora pega!
P. - Ah, "bais ber"! *Lança o dado, calhando numa casa que dá direito a avançar seis. Vai com o peão dele até ficar bem à minha frente, olha-me todo convencido e declara:* Vês?! Isso chama-se KARMA! É o teu mau karma! Como me gozaste agora és prejudicada, o que fazes aos outros reflectir-se-á (notem a palavra cara) no que te acontece daí para a frente!

"KARMA"?!! Ele tem 10 anos! *estremece só de pensar como será viver com ele daqui a três*

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Já não me lembrava de como era ser fitada com um olhar de verdadeiro ódio, mas hoje dei banho ao gato.
Rasgadas as luvas que me protegiam as mãos e arranhados os meus braços, o Xico parou de se debater e bastou-se com miados desesperados durante o martírio. (Aos amantes
nerds de gatos devo dizer que fui aconselhada a submeter o bichinho, uma vez que, como larga muito pêlo, o banho é essencial para prevenir bolas de pêlo demasiado grandes que o levariam a engasgar-se.) Findos os minutos refrescantes no tanque, vali-me da toalha, nunca com movimentos bruscos - há que recordar que o gato é um animal visto erradamente como domesticado - e enxuguei a criatura, que agora passara do gutural "miaaaaaaaaaaaaaaaaaaau" para um "hmmmmmmmmmm!" ameaçador.
Cautelosamente, coloquei-o no chão e afastei-me. E enroscando-se sobre si mesmo, o Xico começou a lamber-se enquanto os seus orbes azuis se fixavam em mim, ardendo com o mesmo fogo que vejo nos olhos da minha mãe cada vez que a Ministra da Educação aparece na televisão.